No próximo dia 27 a entidade dará início à campanha nacional em defesa da legalização do aborto; debate de lançamento será às 17h, no campus Praia Vermelha da UFRJ, e contará com a presença da ministra Nilcéa Freire O ato de lançamento será às 17h, no Auditório Pedro Calmon, no campus Praia Vermelha da UFRJ. Participarão da abertura o reitor da universidade, Aloísio Teixeira; a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Política para as Mulheres; e representantes da União Brasileira de Mulheres e Marcha Mundial das Mulheres. A entrada é aberta ao público. O objetivo daqui para frente é que a UNE provoque e instigue a reflexão da juventude, levando a questão para dentro das salas de aula das universidades. A campanha contará com materiais próprios, como cartilhas explicativas, adesivos e cartazes. Momento decisivo Na opinião da presidente da UNE, Lúcia Stumpf, este momento, no entanto, pode se perder no tempo se a sociedade não passar a ter mais informação e compreender melhor a questão. "A nossa proposta é conscientizar a população. Acreditamos que muitas pessoas são guiadas por posições religiosas que não levam em conta os dados atuais sobre o aborto, que apontam a morte de milhares de mulheres que decidem interromper a gravidez indesejada e conseqüências a longo prazo, incluindo a infertilidade. Mas num estado laico, a mulher deve, sim, ter o direito garantido em lei de decidir sobre a gravidez. A lei não torna obrigatória nenhuma decisão, apenas estabelece direitos", diz. Dados No Brasil, 230 mil mulheres procuram o Sistema Único de Saúde (SUS) todos os anos para cuidar de hemorragias, perfurações de útero e outras complicações geradas por cirurgias realizadas em clínicas clandestinas. A prática é a quarta causa de óbito materno no país. Grande parte delas, jovens. Vale lembrar que muitos casos clandestinos não são sequer registrados. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 13% das mortes relacionadas à gravidez têm sido atribuídas a complicações de abortamento inseguro, provavelmente 67.000 mortes anuais. Em todo mundo, 46 milhões de mulheres interrompem a gestação por ano. Deste total, 20 milhões não tem acesso as mínimas condições de higiene para o procedimento. "Quando uma mulher recorre ao aborto em condições inseguras, colocando em risco sua saúde e podendo ser presa é porque não quer ou não tem condições de levar a gravidez adiante. Ser mãe deve ser parte de um projeto de vida das mulheres, não uma obrigação. Nenhuma mulher deveria ser obrigada a levar adiante uma gravidez indesejada", pondera Ana Cristina. Luta latino-americana "Precisamos colocar esse tema no dia-a-dia das pessoas. A UNE vem se somar ao movimento de mulheres na luta para que o aborto deixe de ser crime e possa ser realizado nos hospitais públicos, com segurança e respeito. Também lutamos para que todas as mulheres tenham acesso a métodos para evitar a gravidez. O aborto não deve ser um método contraceptivo, mas, sim, um recurso de livre escolha no caso de uma gravidez indesejada", explica Ana.
O tema aborto ganhou destaque dentro movimento estudantil quando a UNE criou, em 2003, a sua diretoria de Mulheres. Após mais de três anos e muito acúmulo de debates sobre a qualidade da atenção à saúde da mulher e os seus direitos sexuais e reprodutivos, as estudantes acreditam que o momento é de enfrentar a hipocrisia. Com esta proposta, a entidade dará início na próxima quinta-feira, 27 de setembro, no Rio de Janeiro, a uma campanha nacional com o tema "Aborto seguro e legal! Uma responsabilidade do Estado com a mulher".
"A idéia é movimentar as instituições de ensino. Vamos fazer palestras, oficinas, mostra de vídeos. Hoje, vivenciamos um momento decisivo para se avançar na luta pelo direito da mulher de decidir sobre seu próprio corpo", aponta a diretora de Mulheres da UNE, Ana Cristina Pimentel. "E os diversos movimentos sociais têm a tarefa de mostrar as suas posições na perspectiva de superar as condições desiguais em que essa discussão é apresentada por estes setores conservadores da sociedade", convoca.
Segundo levantamento do Ministério da Saúde, a mortalidade materna em decorrência de complicações por abortamento sem condições mínimas de segurança fizeram cerca de mil vítimas, de 1996 a 2006. A contradição: de 1998 a 2006 foram realizados 14.155 abortos por razões médicas/legais, ocorrendo apenas 3 óbitos neste período.
Em 28 de setembro será celebrado em todo o continente o Dia Latino-americano e Caribenho pela Legalização do Aborto. A UNE, em conjunto com os movimentos de mulheres, vai organizar manifestações e ocupar as ruas do país para defender o direito das mulheres decidirem sobre seus próprios corpos.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
UNE lança no Rio campanha pela legalização do aborto
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
5º Encontro Nacional Universitário de Diversidade Sexual

O 5º Enuds é um evento de caráter político-acadêmico e objetiva incentivar a produção acadêmica que trata da temática transversal da diversidade sexual; incentivar a criação de grupos de estudo e ativismo que pautem sexualidade e gênero; promover a troca de experiência e o intercâmbio entre outros grupos universitários de diversidade sexual e tornar-se, também, um canal de divulgação de expressões artísticos culturais.
Organizado pela primeira vez em 2003, a quinta edição do encontro questionará a heteronormatividade . "Por que todos os banheiros públicos são divididos em feminino e masculino desde que somos crianças, inclusive na escola?", questiona Marcos Visnadi, estudante de Letras da USP e membro do grupo Prisma da universidade.
"Nos locais públicos, sejam estatais ou não, há uma naturalização do conceito hetero. Queremos questionar estas construções para, dentro deste contexo, pensar perspectivas de subversão da heteronormatividade ", explica Marcos.
Heteronomatividade
O termo heteronormatividade define representações, teorias e práticas sociais que pressupõem a naturalidade da heterosexualidade e de suas manifestações. A divisão do casal em "ativo" e "passivo", a visão da sexualidade como eminente penetração marcada pela idéia de reprodução é heteronormativa, circunscrevendo mesmo em relações entre homens e mulheres, afirma o panfleto de convocação para o 5º Enuds.
Ainda segundo o texto, a subversão da heteronormatividade nos diversos contextos sócio-políticos é uma via para o estabelecimentos de (con)vivências plurais, onde sejam repeitadas expressões de sexualidade humana que não correspondam à matriz heterossexual.
Diversidade na universidade
Para Marcos o debate de diversidade no espaço da universidade tem dois grandes desafios. "O primeiro é como inserir este tema dentro do espaço da universidade. O currículo que temos não leva em consideração este debate, então a universidade forma pessoas que no exercício de sua profissão não levam em conta o entendimento da diversidade sexual. Um médico, por exemplo, muitas vezes sai da universidade sem a compreensão de como tratar uma lésbica quando esta estiver em seu consultório", disse o estudante.
"Outro desafio é superar a confusão que há entre o termo diversidade sexual e GLBTT. Para muitos ativistas, ou não, e organizações, o termo equivocadamente se tornou sinônimo de GLBTT, quando na verdade ele busca abarcar uma outra discussão, que envolve não só a de orientação sexual a partir do discurso identitário, mas também as problemáticas de gênero e de representações sociais de outras manifestações da sexualidade" , agrega Marcos.
"Cabem dentro do tema da diversidade sexual polêmicas como pedofilia, incesto, aborto, entre outros. A realização do encontro é importante também neste sentido, pois agrega ao debate GLBTT outros aspectos, que não excluem o debate GLBTT, mas vão além dele", conclui.
UNE e Enuds
A questão tem sido debatida no movimento estudantil. A UNE está discutindo como se inserir mais cotidianamente no tema. Embora o Enuds seja mobilizado principalmente por estudantes de executivas de curso, que em grande parte não se identificam com a rede da entidade, Marcos acredita que é importante viabilizar o diálogo entre os espaços.
"A UNE tem uma diretoria de GLBTT, que não é o mesmo que diversidade sexual. O Enuds, por outro lado, ainda está num processo de consolidação, este é apenas o 5º encontro. Nesse sentido, acredito que é muito importante buscar o diálogo entre os espaços, sem que a UNE intervenha no Enuds e sem que o Enuds se feche para o diálogo com a UNE", esclarece.
Na USP a expectativa é de que se mobilize uma delegação de 50 pessoas para o encontro. Marcos é um dos estudantes da universidade que apresentará um trabalho acadêmico no Enuds. Para discutir o lugar da perversão sexual na sociedade, o estudante fará uma comparação entre o livro "Os 120 Dias de Sodoma", do Marquês de Sade, com a sua adaptação cinematográfica "Saló ou 120 Dias em Sodoma", do italiano Pier Paolo Pasolinni.
Histórico
A primeira edição do Enuds ocorreu em Belo Horizonte em 2003 intencionando a promover no movimento estudantil o debate sobre gênero e diversidade sexual. As outras três edições aconteceram em Recife (PE), em 2004, Niterói (RJ) em 2005 e em Vitória (ES) em 2006.
O 5º Enuds tem o apoio da secretaria Especial de Direitos Humanos do governo federal, da UFG, que sediará o encontro, e do grupo Colcha de Retalhos.
Para ver a programação e maiores detalhes consulte a página do evento:
www.5enuds.kit. net
Do portal "O Vermelho" - www.vermelho.org.br
Organizado pela primeira vez em 2003, a quinta edição do encontro questionará a heteronormatividade . "Por que todos os banheiros públicos são divididos em feminino e masculino desde que somos crianças, inclusive na escola?", questiona Marcos Visnadi, estudante de Letras da USP e membro do grupo Prisma da universidade.
"Nos locais públicos, sejam estatais ou não, há uma naturalização do conceito hetero. Queremos questionar estas construções para, dentro deste contexo, pensar perspectivas de subversão da heteronormatividade ", explica Marcos.
Heteronomatividade
O termo heteronormatividade define representações, teorias e práticas sociais que pressupõem a naturalidade da heterosexualidade e de suas manifestações. A divisão do casal em "ativo" e "passivo", a visão da sexualidade como eminente penetração marcada pela idéia de reprodução é heteronormativa, circunscrevendo mesmo em relações entre homens e mulheres, afirma o panfleto de convocação para o 5º Enuds.
Ainda segundo o texto, a subversão da heteronormatividade nos diversos contextos sócio-políticos é uma via para o estabelecimentos de (con)vivências plurais, onde sejam repeitadas expressões de sexualidade humana que não correspondam à matriz heterossexual.
Diversidade na universidade
Para Marcos o debate de diversidade no espaço da universidade tem dois grandes desafios. "O primeiro é como inserir este tema dentro do espaço da universidade. O currículo que temos não leva em consideração este debate, então a universidade forma pessoas que no exercício de sua profissão não levam em conta o entendimento da diversidade sexual. Um médico, por exemplo, muitas vezes sai da universidade sem a compreensão de como tratar uma lésbica quando esta estiver em seu consultório", disse o estudante.
"Outro desafio é superar a confusão que há entre o termo diversidade sexual e GLBTT. Para muitos ativistas, ou não, e organizações, o termo equivocadamente se tornou sinônimo de GLBTT, quando na verdade ele busca abarcar uma outra discussão, que envolve não só a de orientação sexual a partir do discurso identitário, mas também as problemáticas de gênero e de representações sociais de outras manifestações da sexualidade" , agrega Marcos.
"Cabem dentro do tema da diversidade sexual polêmicas como pedofilia, incesto, aborto, entre outros. A realização do encontro é importante também neste sentido, pois agrega ao debate GLBTT outros aspectos, que não excluem o debate GLBTT, mas vão além dele", conclui.
UNE e Enuds
A questão tem sido debatida no movimento estudantil. A UNE está discutindo como se inserir mais cotidianamente no tema. Embora o Enuds seja mobilizado principalmente por estudantes de executivas de curso, que em grande parte não se identificam com a rede da entidade, Marcos acredita que é importante viabilizar o diálogo entre os espaços.
"A UNE tem uma diretoria de GLBTT, que não é o mesmo que diversidade sexual. O Enuds, por outro lado, ainda está num processo de consolidação, este é apenas o 5º encontro. Nesse sentido, acredito que é muito importante buscar o diálogo entre os espaços, sem que a UNE intervenha no Enuds e sem que o Enuds se feche para o diálogo com a UNE", esclarece.
Na USP a expectativa é de que se mobilize uma delegação de 50 pessoas para o encontro. Marcos é um dos estudantes da universidade que apresentará um trabalho acadêmico no Enuds. Para discutir o lugar da perversão sexual na sociedade, o estudante fará uma comparação entre o livro "Os 120 Dias de Sodoma", do Marquês de Sade, com a sua adaptação cinematográfica "Saló ou 120 Dias em Sodoma", do italiano Pier Paolo Pasolinni.
Histórico
A primeira edição do Enuds ocorreu em Belo Horizonte em 2003 intencionando a promover no movimento estudantil o debate sobre gênero e diversidade sexual. As outras três edições aconteceram em Recife (PE), em 2004, Niterói (RJ) em 2005 e em Vitória (ES) em 2006.
O 5º Enuds tem o apoio da secretaria Especial de Direitos Humanos do governo federal, da UFG, que sediará o encontro, e do grupo Colcha de Retalhos.
Para ver a programação e maiores detalhes consulte a página do evento:
www.5enuds.kit. net
Do portal "O Vermelho" - www.vermelho.org.br
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Destaque da semana nº02 - Fundação Santo André
Aumento das mensalidades. Falta de diálogo.
Reação dos estudantes. Mobilização.
Truculência da Polícia. Criminalização e agressão aos estudantes.
União de mais estudantes e professores. Greve com reivindicação da saída do reitor.
Essa é uma sequência de fatos que poderia ter acontecido, e acontece, em muitas universidades. Esta semana foram os estudantes da Fundação Santo André os protagonistas.
Destaca-se nesse caso, infelizmente, a extrema truculência a que os estudantes foram submetida, sob o mando do reitor da Fundação, Sr.Odair Bermelho, que sequer tentou um diálogo antes de tal atitude. Mas dessa vez tivemos também o poder público ao nossos lado, o prefeito de Santo André, o Sr. João Avamileno condenou a invasão, e diz estar "de saco cheio" da falta de diálogo do reitor. Ouça o aúdio.
Nós sabemos que a força policial pode ser dura, mas não podemos abrir mão de nossos direitos. Precisamos mostrar a toda sociedade o quão são famintos por dinheiro e mais dinheiro os donos de faculdades privadas, enquanto que a preocupação com o ensino e com os alunos, não existe, não é sequer lembrada. Somos estudantes e não criminosos. Não é com a polícia que queremos travar uma disputa e sim com aqueles que nos querem negar um direito básico - educação. E para nossa disputa ser vitoriosa, é preciso sempre mais estudantes conosco.
Junte-se a nós, discuta com seus colegas os problemas da sua faculdade. Você também pode (e deve) transformá-la!
Saudações estudantis!
Reação dos estudantes. Mobilização.
Truculência da Polícia. Criminalização e agressão aos estudantes.
União de mais estudantes e professores. Greve com reivindicação da saída do reitor.
Essa é uma sequência de fatos que poderia ter acontecido, e acontece, em muitas universidades. Esta semana foram os estudantes da Fundação Santo André os protagonistas.
Destaca-se nesse caso, infelizmente, a extrema truculência a que os estudantes foram submetida, sob o mando do reitor da Fundação, Sr.Odair Bermelho, que sequer tentou um diálogo antes de tal atitude. Mas dessa vez tivemos também o poder público ao nossos lado, o prefeito de Santo André, o Sr. João Avamileno condenou a invasão, e diz estar "de saco cheio" da falta de diálogo do reitor. Ouça o aúdio.
Nós sabemos que a força policial pode ser dura, mas não podemos abrir mão de nossos direitos. Precisamos mostrar a toda sociedade o quão são famintos por dinheiro e mais dinheiro os donos de faculdades privadas, enquanto que a preocupação com o ensino e com os alunos, não existe, não é sequer lembrada. Somos estudantes e não criminosos. Não é com a polícia que queremos travar uma disputa e sim com aqueles que nos querem negar um direito básico - educação. E para nossa disputa ser vitoriosa, é preciso sempre mais estudantes conosco.
Junte-se a nós, discuta com seus colegas os problemas da sua faculdade. Você também pode (e deve) transformá-la!
Saudações estudantis!
Diploma - um direito de todos e todas estudantes!
Você sabia que a Justiça Federal proibiu as instituições privadas de cobrarem para emitir nossos diplomas?
Isso é uma grande conquista para todos nós estudantes!
Treze universidades e faculdades particulares da Grande São Paulo estão proibidas, pela Justiça Federal, de cobrar dos estudantes taxa para a emissão do diploma. O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal.
São alvo da ação a Uniban, Unicsul, PUC SP, Unicid, São Judas, Unib, Centro Universitário Sant'Anna, Associação Educativa Campos Salles, FMU, UniFieo, São Marcos, Unisa e Unicastelo.
Com a decisão ficam isentos do pagamento de taxa os alunos que concluirão a graduação e aqueles que ainda não retiraram seus diplomas. Quem não cumprir receberá multa diária de R$1000 reais por aluno cobrado.
No pedido, os promotores argumentavam que uma norma federal do Conselho Nacional de Educação proíbe as instituições privadas de cobrar porque o serviço não é extraordinário.
Na decisão, a juíza Fernanda Souza Hutler, da 20ª Vara federal cível de São Paulo afirma que "o aluno se matricula no curso para, ao final, receber o diploma registrado e reconhecido pela instituição educacional, pagando por isso ao longo de toda a sua vida acadêmica".
Estudantes de outras instituições particulares de ensino superior que forem cobrado podem enviar uma denúncia ao Ministério Público Federal através da internet.
Fique atento aos abusos dos donos das universidades privadas contra seus direitos!
Cobre, reaja, lute!
Saudações estudantis!
Isso é uma grande conquista para todos nós estudantes!
Treze universidades e faculdades particulares da Grande São Paulo estão proibidas, pela Justiça Federal, de cobrar dos estudantes taxa para a emissão do diploma. O pedido foi feito pelo Ministério Público Federal.
São alvo da ação a Uniban, Unicsul, PUC SP, Unicid, São Judas, Unib, Centro Universitário Sant'Anna, Associação Educativa Campos Salles, FMU, UniFieo, São Marcos, Unisa e Unicastelo.
Com a decisão ficam isentos do pagamento de taxa os alunos que concluirão a graduação e aqueles que ainda não retiraram seus diplomas. Quem não cumprir receberá multa diária de R$1000 reais por aluno cobrado.
No pedido, os promotores argumentavam que uma norma federal do Conselho Nacional de Educação proíbe as instituições privadas de cobrar porque o serviço não é extraordinário.
Na decisão, a juíza Fernanda Souza Hutler, da 20ª Vara federal cível de São Paulo afirma que "o aluno se matricula no curso para, ao final, receber o diploma registrado e reconhecido pela instituição educacional, pagando por isso ao longo de toda a sua vida acadêmica".
Estudantes de outras instituições particulares de ensino superior que forem cobrado podem enviar uma denúncia ao Ministério Público Federal através da internet.
Fique atento aos abusos dos donos das universidades privadas contra seus direitos!Cobre, reaja, lute!
Saudações estudantis!
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
Economia Solidária, Juventude e Movimento Estudantil
Olá,
Conforme a idéia inicial de nosso blog, deste ser um espaço aberto ao diálogo da UEE SP a todos/as estudantes, segue abaixo um texto da recém eleita diretoria de economia solidária da UEE SP.
Boa leitura!
Críticas, sugestões e indagações continuam bem vindas!
Economia Solidária, Juventude e Movimento Estudantil
Conforme a idéia inicial de nosso blog, deste ser um espaço aberto ao diálogo da UEE SP a todos/as estudantes, segue abaixo um texto da recém eleita diretoria de economia solidária da UEE SP.
Boa leitura!
Críticas, sugestões e indagações continuam bem vindas!
Economia Solidária, Juventude e Movimento Estudantil
"Guerra. Fome. Terror. Intolerância. Racismo. Violência. Exploração". Assim, a Kizomba inicia sua tese ao 50º Congresso da UNE. Vivemos tempos de barbárie. Todos estes elementos, descritos acima, nos são apresentados cotidianamente, em jornais, revistas, na TV, na Internet, nas ruas e esquinas. O não exercício de reflex(aç)ão sobre as mazelas que vivemos hoje, torna nossa existência alienada. Somos objetos em existência, quando podemos ser sujeitos da existência. Citando Paulo Freire: "Na verdade, seria incompreensível se a consciência de minha presença no mundo não significasse já a impossibilidade de minha ausência na construção da própria presença".
Todas estas mazelas são conseqüência de um sistema econômico que tem como princípio a competição. O/A vencedor(a) terá o lucro, o emprego, a vaga na Universidade. Ao/À derrotado/a resta a possibilidade de competir novamente, em um sistema que atribui privilégios à vencedores/as e desqualifica perdedores/as. Na sociedade em que se compete de maneira alienada, aqueles/as que se encontram na mesma situação competem entre si. Empresas contra empresas. Trabalhadores/ as contra trabalhadores/ as. Estudantes contra estudantes.
Desta forma, a busca por instrumentos que possibilitem à sociedade compreender sua realidade, é um desafio constante, de todos/as que desejam um mundo mais justo e democrático. A Economia Solidária (EcoSol) apresenta-se, neste contexto, como forma de organização do trabalho, a partir da negação crítica a elementos constituintes da economia capitalista tradicional, ou seja, estrutura-se criticando o passado e o presente, possuindo em sua estrutura organizativa elementos antagônicos à forma tradicional de estruturação do capital.
A EcoSol organiza o trabalho democratizando o poder dos/as trabalhadores/ as sobre a produção e, conseqüentemente, sobre a renda gerada. Pauta-se por relações de trabalho mais horizontais e solidárias, na qual os rumos da produção são decididos em Assembléias onde participam todos/as trabalhadores/ as.
Por isso, para nós da Kizomba, a EcoSol é um elemento essencial à Juventude, esteja esta presente no mundo do trabalho, nas Escolas e Universidades, ou em ambos espaços. Os números a respeito da Juventude são desanimadores. No Brasil, a juventude representa quase metade dos/as trabalhadores/ as desempregados/ as. Além disso, a grande maioria dos/as jovens está fora do Ensino Superior. Conseqüência direta disto são os números de violência (No Brasil, o número de homicídios de jovens é quase o dobro do restante da população).
Dentro deste panorama, a Economia Solidária apresenta-se como alternativa a estes problemas. Além da possibilidade do emprego, representa o estabelecimento de relações cotidianas com princípios justos e solidários.
Em relação às Universidades, a EcoSol já representa espaço de protagonismo estudantil. As Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares (ITCP's), presentes em Universidades como a USP, a GV, a UFV, entre outras, são importantes espaços de construção de uma Economia Solidária, possuindo importantes experiências, "incubando" empreendimentos solidários, cooperativas, hortas comunitárias. Além disso, a Economia Solidária, por sua estreita relação entre Universidade, estudantes e setores populares excluídos do Ensino Superior, representa importante campo também para a Extensão Universitária.
Sendo assim, à Juventude como um todo (esteja ela dentro e fora da Universidade) , a EcoSol apresenta-se como importante campo de atuação política. Faz-se necessário, num momento em que identificamos uma crise das políticas neoliberais, a organização de um campo que possa representar benefícios materiais à setores populares, ao mesmo tempo que se contrapõe aos valores e ao modo de organização do trabalho do Capital Tradicional.
Porém, a EcoSol ainda é uma questão recente. Sua presença no cotidiano do mundo do trabalho e da Universidade ainda é tímida. Por isso, um primeiro passo é a consolidação de uma relação com os setores sociais que já organizam a Economia Solidária, dentro e fora da Universidade. Um segundo passo é a promoção da Economia Solidária através de debates, seminários, enfim, espaços públicos que apresentem o tema enquanto um conceito e enquanto uma experiência.
Para isso, coloca-se como importante tática a consolidação da EcoSol nas Organizações Estudantis e de Juventude. Entidades estudantis (CA's, DA's, DCE's, UEE's e a UNE, inclusive), as Juventudes dos partidos, dos Movimentos Sociais, Coletivos políticos e de Cultura; é de fundamental importância a incorporação pela Juventude da Economia Solidária enquanto espaço/instrumento de construção da Sociedade que queremos.
Dentro desta perspectiva, a Juventude presente no Movimento Estudantil deu um passo importante para a EcoSol, com sua intervenção no Congresso da UNE. Passo maior (lê-se DESAFIO MAIOR) será consolidar a Economia Solidária no cotidiano dos/as jovens.
Temos esse objetivo.
Gustavo Felinto
Estudante de Nutrição - USP
Diretor de Economia Solidária da UEE SP
Militante da Kizomba
Todas estas mazelas são conseqüência de um sistema econômico que tem como princípio a competição. O/A vencedor(a) terá o lucro, o emprego, a vaga na Universidade. Ao/À derrotado/a resta a possibilidade de competir novamente, em um sistema que atribui privilégios à vencedores/as e desqualifica perdedores/as. Na sociedade em que se compete de maneira alienada, aqueles/as que se encontram na mesma situação competem entre si. Empresas contra empresas. Trabalhadores/ as contra trabalhadores/ as. Estudantes contra estudantes.
Desta forma, a busca por instrumentos que possibilitem à sociedade compreender sua realidade, é um desafio constante, de todos/as que desejam um mundo mais justo e democrático. A Economia Solidária (EcoSol) apresenta-se, neste contexto, como forma de organização do trabalho, a partir da negação crítica a elementos constituintes da economia capitalista tradicional, ou seja, estrutura-se criticando o passado e o presente, possuindo em sua estrutura organizativa elementos antagônicos à forma tradicional de estruturação do capital.
A EcoSol organiza o trabalho democratizando o poder dos/as trabalhadores/ as sobre a produção e, conseqüentemente, sobre a renda gerada. Pauta-se por relações de trabalho mais horizontais e solidárias, na qual os rumos da produção são decididos em Assembléias onde participam todos/as trabalhadores/ as.
Por isso, para nós da Kizomba, a EcoSol é um elemento essencial à Juventude, esteja esta presente no mundo do trabalho, nas Escolas e Universidades, ou em ambos espaços. Os números a respeito da Juventude são desanimadores. No Brasil, a juventude representa quase metade dos/as trabalhadores/ as desempregados/ as. Além disso, a grande maioria dos/as jovens está fora do Ensino Superior. Conseqüência direta disto são os números de violência (No Brasil, o número de homicídios de jovens é quase o dobro do restante da população).
Dentro deste panorama, a Economia Solidária apresenta-se como alternativa a estes problemas. Além da possibilidade do emprego, representa o estabelecimento de relações cotidianas com princípios justos e solidários.
Em relação às Universidades, a EcoSol já representa espaço de protagonismo estudantil. As Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares (ITCP's), presentes em Universidades como a USP, a GV, a UFV, entre outras, são importantes espaços de construção de uma Economia Solidária, possuindo importantes experiências, "incubando" empreendimentos solidários, cooperativas, hortas comunitárias. Além disso, a Economia Solidária, por sua estreita relação entre Universidade, estudantes e setores populares excluídos do Ensino Superior, representa importante campo também para a Extensão Universitária.
Sendo assim, à Juventude como um todo (esteja ela dentro e fora da Universidade) , a EcoSol apresenta-se como importante campo de atuação política. Faz-se necessário, num momento em que identificamos uma crise das políticas neoliberais, a organização de um campo que possa representar benefícios materiais à setores populares, ao mesmo tempo que se contrapõe aos valores e ao modo de organização do trabalho do Capital Tradicional.
Porém, a EcoSol ainda é uma questão recente. Sua presença no cotidiano do mundo do trabalho e da Universidade ainda é tímida. Por isso, um primeiro passo é a consolidação de uma relação com os setores sociais que já organizam a Economia Solidária, dentro e fora da Universidade. Um segundo passo é a promoção da Economia Solidária através de debates, seminários, enfim, espaços públicos que apresentem o tema enquanto um conceito e enquanto uma experiência.
Para isso, coloca-se como importante tática a consolidação da EcoSol nas Organizações Estudantis e de Juventude. Entidades estudantis (CA's, DA's, DCE's, UEE's e a UNE, inclusive), as Juventudes dos partidos, dos Movimentos Sociais, Coletivos políticos e de Cultura; é de fundamental importância a incorporação pela Juventude da Economia Solidária enquanto espaço/instrumento de construção da Sociedade que queremos.
Dentro desta perspectiva, a Juventude presente no Movimento Estudantil deu um passo importante para a EcoSol, com sua intervenção no Congresso da UNE. Passo maior (lê-se DESAFIO MAIOR) será consolidar a Economia Solidária no cotidiano dos/as jovens.
Temos esse objetivo.
Gustavo Felinto
Estudante de Nutrição - USP
Diretor de Economia Solidária da UEE SP
Militante da Kizomba
Comitê de Solidariedade aos estudantes da Fundação Santo André
Chamada aos sindicatos, entidades estudantis, movimentos sociais, organizações políticas e todos/as que apóiam a luta dos estudantes da Fundação Santo André
Reunião do COMITÊ DE SOLIDARIEDADE
QUINTA FEIRA, DIA 20/09, ÀS 19H
LOCAL: SALA DO DA DA FAFIL (Faculdade de Filosofia)
Na Fundação Santo André, Av Príncipe de Gales, 821
Vamos todos/as!
Vamos todos/as!
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Frente Parlamentar de Políticas Públicas de Juventude
Galera,
Amanhã na Assembléia Legislativa de SP será lançada a Frente Parlamentar de Políticas Públicas de Juventude. Essa Frente Parlamentar, pluripartidária, reúne os/as deputados/as que se comprometem com a pauta da juventude.

Sabemos que muito do que queremos mudar em nosso estado, país e mundo será possível somente com muita mobilização nas ruas, mas, contar com parlamentares, ao menos dispostos à discussão, também já é um bom começo!
Assim, estão todos/as convidados/as para o lançamento dessa importante iniciativa. Nós da UEE SP estaremos por lá, assim como o pessoal do DCE da USP e de outras universidades. Apareça você também!
Saudações estudantis,
Léa Marques
Amanhã na Assembléia Legislativa de SP será lançada a Frente Parlamentar de Políticas Públicas de Juventude. Essa Frente Parlamentar, pluripartidária, reúne os/as deputados/as que se comprometem com a pauta da juventude.

Sabemos que muito do que queremos mudar em nosso estado, país e mundo será possível somente com muita mobilização nas ruas, mas, contar com parlamentares, ao menos dispostos à discussão, também já é um bom começo!
Assim, estão todos/as convidados/as para o lançamento dessa importante iniciativa. Nós da UEE SP estaremos por lá, assim como o pessoal do DCE da USP e de outras universidades. Apareça você também!
Saudações estudantis,
Léa Marques
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